Abuso sexual na Igreja Católica, o maior desafio do papa Francisco

     Em um esforço para lidar com os escândalos sexuais que estão abalando a Igreja Católica, o papa Francisco convocou um encontro extraordinário de bispos em Roma. A convocação ocorre após sua recente e inesperada admissão de que padres exploraram freiras como “escravas sexuais” em um convento na França. O pontífice decidiu convocar essa conferência global após discussões com o chamado grupo C9. Esse é o grupo de nove cardeais conselheiros, que foram apontados logo depois que Francisco foi eleito chefe da Igreja Católica.

     Papa Francisco está sob pressão para exercer papel de liderança e encontrar soluções viáveis para essa que é a maior crise já enfrentada pela igreja moderna. Histórias de abuso sexual estão aparecendo em todas as regiões do mundo e a Igreja tem sido acusada de acobertar crimes cometidos por padres, esfacelando sua autoridade moral. O Papa também precisa enfrentar atitudes e práticas que permitiram que essa cultura de abuso prosperasse. O tamanho desse desafio pode ser esmagador.

     De 20 a 24 de fevereiro de 2019, o líder da Igreja Católica reuniu bispos de todo o mundo em uma cúpula extraordinária de quatro dias sobre a prevenção de abusos sexuais do clero e comprometeu-se a enfrentar os agressores com “a ira de Deus” e pôr fim ao acobertamento por parte de superiores, além de priorizar as vítimas deste “descarado, agressivo e destrutivo mal”. O encontro foi apenas o início de uma tentativa de combater uma doença que está envenenando a igreja desde, pelo menos, a década de 1980.       

Fonte BBC News

Papa prometeu no Vaticano, que a Igreja Católica "não se cansará de fazer todo o necessário para levar à justiça qualquer um que tenha cometido abusos sexuais, e jamais tentará acobertar ou minimizar nenhum caso"
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