Abril de 2019 - Genoveva, a padroeira da cidade de Paris

     Santa Genoveva, em francês Geneviève, nasceu em 422, em Nanterre, perto de Paris, filha de Sebero e Gerônica, uma família profundamente cristã onde recebeu educação esmerada. Quando nasceu, o cristianismo já tinha chegado à França. Aos 15 anos Genoveva entrou para um convento e recebeu o véu do bispo de Paris. 

     Quando tinha 28 anos, Átila, o rei dos Unos, chamado o flagelo de Deus, estava prestes a invadir Paris com seu p oderoso exército. O povo, ao saber disso, se desesperava e preparava-se para fugir. Genoveva, após muitas orações, reuniu o povo amedrontado e disse: ”Que os homens fujam se quiserem, se não são capazes de lutar mais. Nós, as mulheres, rogaremos tanto a Deus, que Ele ouvirá nossas súplicas”. 

     Mediante este desafio de fé, os homens parisienses, mesmo em desvantagem, resolveram resistir ao invasor. Misteriosamente Átila não invadiu Paris, e até hoje não se sabe exatamente o motivo. A partir desse acontecimento, todos passaram a enxergar em Genoveva uma grande líder, a quem o povo recorria sempre em suas necessidades.

     Após esse episódio, Santa Genoveva liderou a construção de uma igreja sobre o túmulo de São Dionísio (Saint Denis), primeiro bispo de Paris e mártir. Essa igreja se transformou depois na Abadia de Saint Denis, onde foram enterrados os reis da França. Posteriormente, Santa Genoveva intercedeu junto ao Rei Clóvis e conseguiu que este construísse uma igreja dedicada a São Pedro e São Paulo.

    Santa Genoveva faleceu em 3 de janeiro de 502, aos 89 anos. Foi enterrada na igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, que tinha ajudado a construir. Ela foi enterrada ao lado do rei Clóvis e de sua esposa Clotilde, e passou séculos sendo venerada como grande santa e padroeira de Paris.

     No ano de 1130, apareceu uma peste em Paris, a peste do fogo, causando muitas mortes e mais de 1.400 doentes. Então o povo se uniu, começou a rezar para Santa Genoveva e fez uma procissão com suas relíquias pela cidade. Milagrosamente a epidemia acabou. Genoveva, por estes e outros milagres, foi considerada, e é até hoje, a Padroeira de Paris. O papa Inocêncio II marcou sua festa e seu culto para o dia 3 de janeiro.

     Durante a Revolução Francesa, em 1793, as relíquias de Santa Genoveva foram queimadas pelos líderes da Revolução Francesa. A Igreja dedicada a ela foi transformada em panteão onde passaram a ser enterrados os líderes da revolução. Seu túmulo foi reconstruído com suas relíquias na igreja de Santo Estêvão do Monte, em Paris.
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