A Semana Santa começa no Domingo de Ramos

A liturgia celebra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém montado em um jumentinho (o símbolo da humildade), que é aclamado pelo povo simples


     No Domingo de Ramos é celebrada a solene e festiva entrada de Cristo na Cidade Santa de Jerusalém. Os judeus, oprimidos política e economicamente pelos romanos, esperavam que ele entrasse montado em um cavalo, como um rei e general vitorioso, e expulsasse os romanos da Terra Santa. Num sinal profético, Jesus entrou montado num manso jumento, instrumento do trabalho do dia a dia.

     No Domingo de Ramos, na hora do ofertório, no Brasil recolhemos a oferta da Campanha da Fraternidade, gesto concreto de solidariedade.

     As celebrações do Tríduo Pascal - Quinta-feira, Sexta-feira Santa e Sábado Santo - constituem uma só unidade. Em consequência disso, no final da missa da quinta-feira não há nem a saudação nem as bênçãos finais, porque essa celebração continua na sexta-feira e, nesse dia, a celebração da Paixão se inicia sem o sinal da cruz e sem a saudação. Da mesma forma, ao fim dessa celebração não há nem saudação nem bênçãos finais, porque a celebração continua na noite do Sábado Santo, que por sua vez também se inicia sem o sinal da cruz e sem saudação. O Tríduo Pascal é uma só celebração, da Paixão-Morte-e-Ressurreição do Senhor.

     A Vigília Pascal é a mãe de todas as vigílias cristãs. Começa com a Liturgia da Luz: a bênção do fogo novo, solene entrada do círio pascal pela igreja mergulhada em completa escuridão, símbolo de Cristo que vence a escuridão da morte e do sepulcro - segue-se a proclamação cantada do Precônio Pascal (Proclamação da Páscoa).

     Depois seguem-se as leituras bíblicas do Antigo e do Novo Testamento, que refazem toda a História da Aliança de Deus com o Homem, desde a criação do mundo, passando pela passagem de Moisés e do Povo Escolhido pelas águas do Mar Vermelho, da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida, prefiguração da passagem de Cristo da morte para a ressurreição.

     Vem a terceira parte, a Liturgia da Água, na qual se faz a água batismal que vai ser usada nos batismos de todo o ano. Na Igreja dos primórdios só nessa vigília se batizavam as pessoas, que também nessa ocasião recebiam o sacramento da Crisma e pela primeira vez a Eucaristia. Esse costume está sendo retomado, e se torna cada vez mais comum. Na paróquia São João Bosco nos últimos anos é feita a iniciação de adultos que se prepararam para a vida cristã.



Procissão de Ramos

    O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.

     A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora dão as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia, o Domingo de Ramos!

     O Mestre nos ensina com  exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado.

     O Domingo de Ramos nos ensina que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.



PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA

Dia especial de Confissões em preparação para a Páscoa 11/04 – quinta-feira, às 19h30, com Celebração Penitencial, seguida de mutirão de confissões individuais

Bênção dos Ramos
Trazer os ramos para serem abençoados.
No ofertório, gesto concreto da Campanha da Fraternidade

13/04 – Sábado,
às 16h30 – Matriz Paroquial

14/04 – Domingo, 
às 8h30, 10h30 e 18h30 – Matriz Paroquial
8h – Casa Santa Teresinha (Anjo da Guarda)
9h – Nossa Senhora da Esperança (BNH)
10h30 – Mãe Rainha (Ilha do Sul)

TRÍDUO PASCAL

18/04 – Quinta-feira Santa 
15h – Missa da instituição da Eucaristia,
 Lava-pés e Confissões
19h – Missa – Casa Santa Teresinha (Anjo da Guarda)
20h – Missa – Matriz Paroquial

Depois da missa, translado do SS. Sacramento para adoração até às 24h.

19/04 – Sexta-feira Santa
Dia de jejum e abstinência de carne 
15h – Celebração da Paixão do Senhor
Casa Santa Teresinha (Anjo da Guarda)

Matriz Paroquial
8h às 12h – Confissões
15h – Celebração da Paixão do Senhor
19h – Encenação da Paixão de Cristo (Pio XI)

20/04 – Sábado Santo
Vigília Pascal 
Das 8h às 12h - Confissões
19h – Casa Santa Teresinha (Anjo da Guarda)
20h – Matriz Paroquial
Trazer água e vela para serem abençoadas.

21/04 – Domingo da Ressurreição 
Matriz Paroquial
8h30, 10h30 e 18h30 – Santa Missa
Casa Santa Teresinha (Anjo da Guarda)
8h – Santa Missa
Nossa Senhora da Esperança (BNH)
9h – Santa Missa
Mãe Rainha (Ilha do Sul)
10h30 – Santa Missa



Coleta especial da Campanha da Fraternidade

     Na missa de Domingo de Ramos se encerra a Campanha da Fraternidade, e se faz a coleta especial, que é destinada ao Fundo Diocesano de Solidariedade e ao Fundo Nacional de Solidariedade. 

     Em 2018, a CNBB destinou 40% do total à diocese de Roraima (dois milhões), para socorrer e mitigar a grave questão da imigração dos venezuelanos, fugitivos da miséria e opressão.

     No mesmo ano, o Fundo Nacional de Solidariedade recebeu um total de 479 projetos. 173 foram aprovados ao longo do ano, somando um valor de mais de 3 milhões de reais. Na Campanha da Fraternidade a paróquia São João Bosco recolheu R$ 1.750,00.



Sexta-Feira Santa, coleta para os Lugares Santos

     As comunidades católicas da Terra Santa, através da coleta da Sexta-feira Santa, recebem o apoio para estarem próximas dos pobres e dos que sofrem, sem distinção de credo ou etnia. 

     As paróquias vão manter abertas as portas a todas as necessidades; bem como escolas, onde cristãos e muçulmanos juntos preparam um futuro de respeito e colaboração; os hospitais e as clínicas, os asilos e os centros de acolhida continuarão a oferecer a sua ajuda.

     Cada dia os cristãos em várias regiões do Oriente Médio se questionam se devem ficar ou emigrar: vivem na insegurança ou sofrem violência, às vezes, simplesmente pelo fato de professarem a fé cristã. Em 2018, a paróquia São João Bosco recolheu na Sexta-Feira Santa R$ 1.350,00
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