Agosto de 2019 - Um amor fecundo, que gera e transforma vidas (parte II)

     Os pais de Maria Domenica Mazzarello, ou simplesmente, Madre Mazzarello, eram camponeses simples, mas com uma fé madura e é nesse contexto familiar que Mazzarello se desenvolve. Era a primogênita de treze filhos e, por isso, desenvolveu em si, desde pequena, um instinto materno, que posteriormente aguçaria com as meninas e irmãs que Deus colocaria em sua vida. 

     Em sua formação humano-espiritual contou com o acompanhamento de padre Pestarino, o pároco de Mornese. No Catecismo, Mazzarello gostava de sobressair-se por seu conhecimento. Padre Pestarino, que foi seu guia por 27 anos (de criança a religiosa), percebendo tanto suas qualidades quanto defeitos, a ajudou a ressignificar seu temperamento forte e vaidoso, canalizando-o numa espiritualidade e abertura maduras e saudáveis. 

     Assim, numa intensa atividade e presença paroquial, Mazzarello adquiria profunda vida cristã na vivência sacramental e em sua missão apostólica. 

     Mazzarello aplicava seu vigor físico no trabalho no campo e sua fervorosa piedade na vida de oração, dois pontos profundamente harmonizados entre si. No entanto, aos 23 anos, surge um acontecimento decisivo. Esse tempo é marcado por uma dura, mas fecunda experiência de provação. Ela se viu diante da perda constante de sua força física, às vezes à beira da morte e certa de que as consequências ameaçariam sua vida e seu futuro. 

     Porém, com os olhos e o coração intimamente ligados e disponíveis aos desígnios de Deus para sua vida, o momento se constituiu num projeto de amor e uma aventura fascinante. Ela se entrega confiante e retoma sua vida de uma forma diferente, pois já não possui a mesma força física de antes, o que a faz, de certa forma, sentir-se “inútil”.

     Madre Mazzarello faleceu aos 44 anos, no dia 14 de maio de 1881. Esteve à frente do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, pelos primeiros nove anos de fundação. Fundou diversas casas na Itália, na França e na América, perpetuando na história a predileção pelas jovens mais pobres e desfavorecidas. Seu testemunho alcançou os cinco continentes e a missão das FMA continua a traçar  hoje, o rosto de Deus por meio da atuação entre as juventudes, embasadas na Espiritualidade e Carisma Salesiano e no Amor-Doação.

Por Thaísa Mara de Souza, noviça
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