Sínodo em 2020: o que deve ser feito?


     As regiões episcopais e vicariatos ambientais estão concluindo suas assembleias e preparando os relatórios sobre o caminho percorrido ao longo deste segundo ano do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo. E já aparecem muitas indicações e propostas para traduzir em novas práticas pastorais e missionárias o tema do Sínodo – “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” de toda a nossa Arquidiocese de São Paulo.

     A Secretaria Geral do Sínodo recebe esses relatórios e os disponibiliza para a Comissão de Redação. Esta, por sua vez, auxiliada por um grupo de peritos, vai elaborar o relatório geral dos trabalhos sinodais já realizados, para apresentar esse relatório na primeira sessão da assembleia sinodal arquidiocesana de 2020.

     No terceiro ano do Sínodo, será realizada a assembleia sinodal arquidiocesana propriamente dita. Os primeiros dois anos foram preparatórios para se chegar à grande assembleia, expressão da Arquidiocese inteira, para elaborar as “conclusões sinodais”. Um Sínodo é um caminho de “comunhão”, um esforço feito “em mutirão”, para responder à questão posta pelo tema do Sínodo: a comunhão, conversão e renovação missionária da Arquidiocese.

     O caminho sinodal já percorrido nos dois primeiros anos foi muito importante para se fazer, agora, um discernimento sobre o conjunto da vida da Arquidiocese e para se chegar a indicações importantes para traduzir o tema ou “propósito” do Sínodo em novas atitudes e práticas missionárias e pastorais na Igreja em São Paulo. Ao longo do terceiro serão dados diversos passos para se chegar, no final do ano, a um conjunto consistente de conclusões ou propostas finais do Sínodo Arquidiocesano. 

     Todo o povo, em particular, em suas comunidades e organizações eclesiais e pastorais, está convocado a acompanhar o caminho sinodal durante o ano de 2020, sobretudo por meio de intensa oração ao Espírito Santo, verdadeiro “animador” do Sínodo e da Igreja. É Ele que fará produzir frutos ao esforço feito para lhe sermos atentos e obedientes.

Por Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo
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