Junho de 2015 - Tempo que foi! Tempos que virão!

     Para comemorar os cinquenta anos de existência da Paróquia São João Bosco e também fazer frente aos custos do elevador para o prédio de atividades pastorais e de cursos profissionalizantes, a comissão de festas decidiu fazer neste ano três finais de semana de quermesse, em vez de apenas dois. Isso apesar do "fator Dilma", que vai paralisando todas as atividades econômicas do nosso sofrido Brasil.

     E a festa é já, em si, um dado extremamente positivo, porque proporciona às pessoas se encontrarem. Outra coisa bonita de se ver é a alegria das pessoas voluntárias trabalhando nas barracas: divertem-se ainda mais do que as pessoas que estão fora delas. E não que vivam em outro planeta. Enfrentam as mesmas dificuldades da vida, lutam as mesmas batalhas, sofrem lá as mesmas decepções e pegam os mesmos ônibus errados que os outros. Mas vivem profundamente a dimensão da alegria.

     Sem esse clima de família, de encontro, uma paróquia pode se reduzir a um supermercado de produtos e serviços religiosos, sem jamais atingir o seu ideal de ser uma comunidade de fé e de caridade, animada pela esperança.

     E não são somente a cidade e a paróquia que precisam se humanizar e se tornar lugares de encontro. Antes de tudo, a própria família precisa se humanizar e se tornar lugar de encontro, de troca de afeto e de experiências. Caso contrário, reduz-se a um mero depósito de ossos cansados, uma simples pensão em que as pessoas até podem se tratar bem, mas superficialmente, sem se pertencerem um ao outro.

     Na família e na comunidade, as várias gerações se encontram, se congraçam, em vez de serem tribos que se desconhecem e se hostilizam. E sempre virão novas levas de crianças para dançar a quadrilha, adolescentes e jovens com seus pares, namorados, casais e avós. E sempre haverá gente para lembrar o tempo em que essas quadras poliesportivas da paróquia eram um campo de terra, o tempo em que a igreja era uma capela no barranco rente ao terreno do vizinho, e - mais! - o tempo em que havia uma simples capelinha na altura do que hoje é a esquina.

     Tempo que foi! Tempos que virão! E nós no meio de tudo isso vivendo a aventura da nossa vida!


Padre Ailton António dos Santos, pároco
 
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