Dezembro de 2015 - Manassés, o homem que viveu a misericórdia de Deus

     Manassés, rei de Judá no sétimo século a.C., foi um dos piores monarcas que já existiu. Ele tinha apenas 12 anos quando assumiu o trono e reinou por 55 anos. A sua história de vida encontra-se em 2 Reis 21 e 2 Crônicas 33. Os dois relatos são bem semelhantes quanto à descrição da maldade desse monarca, mas Crônicas apresenta alguns detalhes intrigantes.

     O rei Manassés imitou as práticas idólatras das nações vizinhas e com isso o povo chegou ao ponto de fazer “pior do que as nações que o Senhor havia destruído diante dos israelitas” (2Cr 33,9). Ele ergueu altares aos baalins, fez postes sagrados à deusa Astarote, adorou a todos os exércitos celestes, construindo até mesmo altares para eles dentro do Templo do Senhor.

     Manassés sacrificou o próprio filho no fogo (prática abominável associada à adoração ao deus Moloque). Praticou feitiçaria, adivinhação e magia. Consultou médiuns e, além de tudo isso, ele derramou muito sangue inocente. (2Rs 21,16).

     Certamente Manassés era um indivíduo para quem toda esperança de salvação tinha acabado. Mas, a graça e misericórdia de Deus, apesar de toda maldade, o alcançou e mostra que jamais se deve desistir de um pecador ou o considerar causa perdida. Deus permitiu que os assírios dominassem a nação. Eles levaram Manassés cativo, colocaram nele um gancho no nariz, prenderam-no com algemas de bronze e levaram-no para a Babilônia. E ali, miraculosamente, o pior líder do povo de Deus teve o coração transformado. “Humilhou-se muito perante o Deus de seus pais” (2Cr 33,12). Manassés orou – e Deus ouviu.

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