Agosto de 2016 - A importância das boas escolhas

     No estacionamento da Paróquia São João Bosco chegou um casal em uma caminhonete usada para vender melancia e água de coco na rua. Moravam no Morro Doce, no km 24 da Via Anhanguera, região pertencente à subprefeitura de Perus. Pediram informação sobre o bazar da pechincha, que tinha ocorrido na véspera. Daí o senhor perguntou se ainda funcionavam os cursos profissionalizantes do Centro Juvenil, obra social da paróquia. Ele contou que a filha tinha feito ali o curso de corte e costura industrial. Com essa informação, perguntei o que estava ela fazendo agora.

     Emocionado, o senhor contou que a filha dele tinha se formado em Medicina, e que era Clínica Geral. A moça tinha conseguido bolsa do FIES, do governo federal, e assim tinha cursado a faculdade de Medicina. Menina de fibra, essa! Enfrentou as dificuldades da distância, da condução, do cansaço, porque alimentava dentro de si um desejo de crescer. E, felicidade das felicidades, pudemos ser parceiros dela nessa aventura, e ela pôde contar conosco para descobrir a vida, crescer e se desenvolver. E assim nós continuamos a ser parceiros de tantos jovens no seu crescimento, no seu desabrochar.

     Muito sabiamente, Dom Bosco repetia: “Quer fazer uma coisa boa?! Eduque um jovem. Quer fazer uma coisa muito boa?! Eduque um jovem. Quer fazer uma coisa excelente, ótima? Pois então, eduque um jovem.” Neste mês de agosto lembramos mais atentamente a pessoa e a missão de Dom Bosco, pai dos jovens e dos adolescentes, que sonhou profeticamente com a juventude e a ela se dedicou para que conquistasse o seu espaço no mundo com uma fé rica em obras.

     Também no decorrer deste mês estamos atentos à Olimpíada do Rio de Janeiro, nos emocionando com as performances de tantos super-atletas. Mas não nos enganemos. Enquanto isso, os habitantes de Viena, por 71,94% dos votos em referendo, recusaram sediar a Olimpíada de Verão de 2028. Igualmente, os habitantes de Estocolmo recusaram sediar a Olimpíada de Inverno do ano de 2022, para não comprometer as prioridades: habitação, desenvolvimento e previdência social. Os habitantes de Munique, num referendo popular, decidiram dizer não ao evento, também pelos altos custos. Cracóvia, na Polônia, Oslo, na Noruega também disseram não ao evento de 2022. E os habitantes de Boston recusaram sediar a Olimpíada de Verão de 2024.

     Nós, brasileiros, bovinamente, aceitamos sediar a Olimpíada. Isso é que foi um golpe!

Padre Ailton António dos Santos, pároco
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