Setembro de 2016 - Incontestável santidade

     Domingo, 4 de setembro é dia da canonização de Madre Tereza de Calcutá. De que ela fosse santa ninguém nunca teve dúvida, até falecer em 1997, com 87 anos de idade, com funeral transmitido pelas emissoras de televisão do mundo todo.

     De origem albanesa, foi trabalhar como missionária na Índia, onde depois de uns anos, em 1948 obteve licença para abandonar o trabalho dentro das instituições da sua congregação religiosa para se voltar ao trabalho de atendimento das pobrezas nas ruas. Obtinha doações de muçulmanos, hindus, budistas, para atender moribundos, doentes de AIDS/HIV, mulheres que tinham sido abusadas e tinham engravidado, crianças abandonadas. 

     Teve o seu trabalho reconhecido pelo governo indiano com um prêmio em 1962, pela Igreja com o Prêmio da Paz João XXIII em 1971 e o Prêmio Nobel da Paz em 1979. Hoje as freiras da congregação que ela fundou estão espalhadas por mais de cem países. 

     Menos conhecido do público em geral foi o seu drama pessoal, acompanhado só pelo seu diretor espiritual, que o revelou depois da morte dela. Por anos seguidos Madre Tereza sofreu uma profunda crise de fé, aliás também vivida por outros santos, devida à falta de respostas de Deus, e chamada de “noite obscura”.

     Madre Teresa de Calcutá sempre esteve envolvida com gente, principalmente com os pobres, de toda espécie. Mas nunca evitou as pessoas mais ricas e poderosas, sempre levando a elas a mensagem da preocupação com os mais pobres. Viveu profundamente a simplicidade e o amor à vida, sem complicações. E deixou para nós a seguinte reflexão:


     “A vida é uma oportunidade, aproveita-a. 
     A vida é beleza, admira-a. 
     A vida é beatificação, saboreia-a. 
     A vida é sonho, torna-o realidade. 
     A vida é um desafio, enfrenta-o. 
     A vida é um dever, cumpre-o. 
     A vida é um jogo, joga-o. 
     A vida é preciosa, cuida-a. 
     A vida é riqueza, conserva-a. 
     A vida é amor, goza-a. 
     A vida é um mistério, desvela-o. 
     A vida é promessa, cumpre-a. 
     A vida é tristeza, supera-a. 
     A vida é um hino, canta-o. 
     A vida é um combate, aceita-o. 
     A vida é tragédia, domina-a. 
     A vida é aventura, afronta-a. 
     A vida é felicidade, merece-a. 
     A vida é a VIDA, defende-a.”

Padre Ailton António dos Santos, pároco
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