Julho de 2017 - Mangas arregaçadas, olhos atentos

     Quando no século XIX, Dom Bosco ia fundar a Congregação Salesiana, lhe perguntaram qual seria o hábito que os salesianos usariam. E Dom Bosco respondeu: “O nosso hábito serão mangas arregaçadas!”

     Em novembro de 2013, antes de assumir a missão na Paróquia São João Bosco, tive uma reunião com o pároco de então, o padre Justo Ernesto Piccinini. E entre as coisas que perguntei estava quais seriam os próximos passos da Obra Social. Soube então que estavam fazendo caixa para investir na cobertura das duas quadras poliesportivas. Com isso, as nossas crianças ficariam garantidas contra o excesso de sol de uns dias, e chuva em outros dias. E essa cobertura também serviria para ampliar a área de estacionamento, espaço importante quer para o uso da paróquia, quer como fonte de recursos financeiros para manter a qualidade da educação da própria obra. Para isso, vínhamos fazendo caixa... e afinal estamos com a cobertura concluída e inaugurada com a festa junina-julhina.

     É, então, hora de agradecermos a tantas pessoas que se solidarizaram em mais essa empreitada, porque estão entendendo que essa obra de educação precisa entregar à criança, ao adolescente e ao jovem os melhores recursos de que nós dispusermos.

     A juventude precisa de espaço, de atividades para se exprimir, se exercitar, e exercer o próprio protagonismo. Nas atividades esportivas, nas atividades sociais e na recreação, entra em contato com os seus companheiros, dialoga, aprende, reparte, se socializa, se torna líder, experimenta os próprios acertos, os próprios erros, convive.

     Damos, sim, muita importância para amplos espaços físicos disponíveis. Mas mais importância damos para as atividades que aí se exercem. E muitíssimo mais importância para o jovem que aí cresce. E isso não devia ser privilégio apenas dos nossos jovens. Deveria ser condição assegurada a todo jovem para se desenvolver convenientemente.

     Se nós, com os nossos minguados recursos conseguimos fazer isso, imagine quanto deveria o Poder Público fazer com os recursos dos impostos, que não são poucos. Na hora das eleições, estaremos mais atentos a esses políticos e em seus partidos. Porque nós estamos de mangas arregaçadas, e de olhos mais abertos e atentos.

Padre Ailton António dos Santos, pároco
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