Agosto de 2017 - Jonas, profeta confrontado pela bondade de Deus

     A história de Jonas é uma das mais conhecidas da Bíblia, porém, a maioria das pessoas apenas sabe quem foi Jonas com base no episódio narrado no livro do Antigo Testamento que leva seu nome, onde o profeta fugindo da ordem de Deus foi engolido por um grande peixe. Mas, existe um pouco mais sobre sua biografia. Numa conversa franca com Deus, após o episódio do peixe, ele contestou mais uma vez Sua vontade.

     A história de Jonas começa com uma palavra que Deus deu a ele e que o deixou de cabelo em pé. A ordem era para que fosse a Nínive pregar às Boas Novas ao povo. Nínive era a capital da Assíria. Foi um império que trouxe vários problemas a Israel (destruição, pobreza e exploração), portanto, a maioria dos judeus tinha a consciência de que eles mereciam ser inimigos de Deus.

     A palavra dada por Deus a Jonas (Jn. 1:9) o deixou invocado. O que ele menos queria era pregar na cidade em que seus líderes haviam feito tantas coisas contra o seu povo. Isso fez ele fugir para Társis de barco, acabou sendo engolido por um grande peixe e mesmo assim, Deus o encontrou e o fez voltar para cumprir sua missão. Por três dias o profeta percorreu a metrópole anunciando: - “Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída...”

     E todo povo de Nínive confessou seus pecados e pediu misericórdia a Deus. E Deus foi bom, misericordioso, perdoou e tratou aquela gente. Quem não ficou contente foi Jonas, porque não os amava. Ele julgava-se superior e não via com bons olhos o perdão para os ninivitas. Isso desagradou extremamente a Jonas. 

     Contrariado, ele saiu da cidade e fez uma cabana em local afastado. Deus, na Sua misericórdia, fez crescer uma aboboreira sobre a cabeça dele para protegê-lo do sol. O profeta ficou feliz por causa da sombra consoladora. Mas cedo a planta secou e ele ficou muito pesaroso. Foi então que Deus o interrogou: “Jonas, então, ficaste tão triste e com tanta pena da aboboreira, simples planta, que num dia cresceu e no outro morreu, e não deveria Eu ficar preocupado com a vida de mais de 120 mil pessoas a caminhar para a perdição?
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