Novembro de 2017 - André, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo

Apóstolo é honrado como padroeiro da Rússia e Escócia e no calendário católico
é comemorado no dia 30 de novembro a data de seu martírio

     No Novo Testamento André é sempre citado entre os quatro primeiros apóstolos, junto com João, Tiago e seu irmão Pedro, também conhecido Simão. Ele nasceu em Betsaida, às margens do lago de Genesaré, na Galileia. Era discípulo de João Batista, que pregava a vinda do Messias que os libertaria da miséria e da dominação estrangeira. Foi o primeiro a recrutar apóstolos para o Senhor. 

     O Evangelho de João relata o primeiro encontro de André com o Filho de Deus, em seus primeiros dias de revelação, após o batismo no Rio Jordão: “No dia seguinte, João aí estava de novo, com dois discípulos. Vendo Jesus que ia passando, apontou: Eis aí o Cordeiro de Deus. Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram a Jesus. Jesus virou-se para trás, e vendo que o seguiam, perguntou: O que é que vocês estão procurando? Eles disseram: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Jesus respondeu: Venham e vocês verão”.

     Eles foram e a partir daí, os dois irmãos tornaram-se discípulos de Cristo e deixaram tudo para seguir Jesus. 

     No começo da vida pública do Senhor eles ocuparam a mesma casa em Cafarnaum. André esteve sempre próximo a Cristo durante seu tempo de ministério. Ele participou da Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes.

     André ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina. Segundo a tradição, esse apóstolo foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, durante o reinado de Trajano. Foi amarrado a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a “Cruz de Santo André”. Suas relíquias foram transferidas de Patros para Constantinopla e depositadas na Igreja dos Apóstolos, tornando-se padroeiro desta cidade.

     Quando Constantinopla foi tomada pelos franceses no início do século XIII, o Cardeal Pedro de Cápua levou as relíquias para a Itália e as colocou na Catedral de Amalfi, onde ainda permanecem.
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