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Sínodo Arquidiocesano de São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo percorreu um longo caminho para a preparação do seu primeiro Sínodo Arquidiocesano. A reflexão sobre a oportunidade desse evento eclesial ocorreu em reuniões com os bispos auxiliares, no âmbito do Conselho de Presbíteros e do Conselho Arquidiocesano de Pastoral

     Segundo o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo (foto ao lado), as grandes transformações sociais, culturais e religiosas do nosso tempo, e levando em consideração os fortes apelos da própria Igreja para a promoção de uma nova evangelização, é preciso perguntar: isso também diz respeito a nós, aqui em São Paulo? “Um amplo discernimento sobre a vida e a organização pastoral será útil para saber como estamos, de fato. Não podemos fazer de conta que nada mudou e que tudo continua como sempre foi”, enfatiza o arcebispo, durante entrevista concedida ao  jornal O São Paulo.

     Com o intuito de dar mais visibilidade e motivar o envolvimento do povo no caminho sinodal a Arquidiocese de São Paulo lançou o logotipo do I Sínodo Arquidiocesano que será utilizado em todos os materiais de divulgação e formação das diferentes etapas do Sínodo até sua conclusão em 2020 (veja cronograma abaixo), sob a temática “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” e o lema “Deus habita esta cidade. Somos suas testemunhas”. 

     O objetivo básico do Sínodo diocesano é rever, renovar e revitalizar a pastoral da diocese, passando pela avaliação e a reflexão sobre os diversos aspectos da realidade eclesial diocesana, o discernimento sobre as decisões a tomar, à luz da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja, e a elaboração de diretrizes pastorais para suscitar um novo dinamismo na vida da diocese.

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Cronograma sinodal

     Para favorecer a participação abrangente do povo de Deus, o caminho sinodal, marcado por um grande e profundo VER sobre a vida e missão da Igreja na paróquia, na comunidade, na Região Episcopal, na Arquidiocese inteira, prevê diversas etapas no período de quatro anos:

     2017 – foi feita a difusão e motivação para o Sínodo com a elaboração do regulamento e subsídios para as próximas etapas.

     2018 – destina-se à reflexão e tomada de consciência sobre a vida e a missão eclesial, proporcionando um diagnóstico da arquidiocese. Cada paróquia produzirá um relatório sobre a Igreja no âmbito paroquial.

     2019 – realização de assembleias sinodais nos Vicariatos para analisar e refletir sobre os relatórios paroquiais.

     2020 – etapa central do caminho sinodal. Apresentação e análise dos relatórios das Regiões Episcopais e Vicariatos, elaborando, assim, as propostas finais do Sínodo da Arquidiocese. Com essas indicações, poderão ser revistas e renovadas as diretrizes pastorais.

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Símbolos e mensagem do logotipo oficial

     Desenvolvido pelo designer Marco Antonio Merlos da Cunha, o logotipo do Sínodo Arquidiocesano foi criado após um processo de reflexão e consulta feitas pela Comissão de Coordenação Geral do Sínodo, e de propostas de diversos artistas. Na imagem, a Catedral da Sé, símbolo da Igreja em São Paulo, aparece em meio a prédios e uma casa, representando a inserção da Igreja na cidade.  Os prédios são apresentados de modo genérico, sem indicar se são residenciais ou comerciais, justamente para representar a cidade como um todo. “Inseri a casa para tornar o logotipo mais humano. Mesmo que não haja representação de pessoas, sabemos que elas moram na casa, assim como há pessoas que trabalham ou moram nos prédios”, completa o designer.

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O desenrolar do Sínodo nas paróquias

A primeira fase do Sínodo Arquidiocesano sob o tema “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” envolve as paróquias e as diversas expressões comunitárias da vida eclesial dentro delas. A etapa se estenderá por todo o ano de 2018 e corresponde ao “ver”, no método do caminho sinodal, devendo envolver amplamente as comunidades das paróquias


     2018 dá início a preparação para a Assembleia Arquidiocesana do Sínodo e tem os objetivos principais de promover a reflexão e a tomada de consciência sobre a vida e a missão eclesial que se expressa “nas bases” da Igreja, em cada comunidade local. Essa reflexão, que ocupará os primeiros meses do Sínodo nas paróquias, vai até maio e ajudará a fazer uma verificação sobre a real situação da Igreja na Arquidiocese de São Paulo, a partir das paróquias que contarão com um subsídio preparado pela Comissão de Coordenação Geral do Sínodo.

     A reflexão será feita em grupos diversos, a serem organizados pelas próprias paróquias. Para isso, será necessário preparar um bom número de “animadores paroquiais” para colaborar na organização dos grupos e na promoção da reflexão proposta. Um primeiro encontro de preparação para esses animadores paroquiais aconteceu em 16 de setembro de 2017 e a Paróquia São João Bosco contou com a representação de Kathia Kerry e Lisete Sá (veja matéria na página 10).

     O segundo momento da etapa paroquial do Sínodo acontecerá de junho até o final de agosto e será dedicado ao levantamento da realidade paroquial, em diversas dimensões. O objetivo é que cada comunidade se dê conta da sua real situação religiosa e pastoral e dos desafios mais importantes que deve enfrentar. Esse levantamento da realidade deverá ser feito por agentes preparados pelas próprias paróquias.
 
Desse levantamento será possível obter um diagnóstico da realidade pastoral e evangelizadora da Igreja em São Paulo. 

     O terceiro momento do Sínodo nas paróquias será realizado de setembro até meados de outubro e dedicado às assembleias paroquiais do Sínodo, sob a coordenação dos párocos e administradores paroquiais, para refletir sobre a realidade pastoral e evangelizadora, sua vitalidade eclesial e seus desafios e urgências. 

     Em cada paróquia, deve ser constituída uma Comissão Paroquial do Sínodo, coordenada pelo pároco ou pelo administrador paroquial. Essa equipe terá a tarefa de ajudar na preparação e no acompanhamento de todas as ações do Sínodo na paróquia. O regulamento do Sínodo Arquidiocesano será a referência comum para toda a organização e a realização das diversas iniciativas sinodais.

     Uma vez realizadas as assembleias paroquiais, cada paróquia produzira um relatório sobre a vida e a missão da Igreja no âmbito paroquial, a partir do levantamento e das assembleias paroquiais, seguindo as orientações da Secretaria Executiva do Sínodo. As assembleias paroquiais situam-se ainda na fase preparatória (VER) do Sínodo Arquidiocesano; sua preocupação não será a de chegar a conclusões finais, mas de contribuir para a tomada de consciência da realidade eclesial na arquidiocese de São Paulo, como um todo.

     Todo o trabalho paroquial do Sínodo deve ser concluído no final de outubro, com a entrega dos Relatórios de cada paróquia à Secretaria Executiva do Sínodo nas respectivas Regiões Episcopais. Todo o fruto do caminho sinodal nas paróquias será matéria para a etapa do Sínodo nas Regiões e nos Vicariatos ambientais, em 2019.

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O que é um Sínodo?

     A palavra Sínodo vem da língua grega – quer dizer “caminhar juntos” – e passou a se referir a reuniões especiais em que a Igreja discute assuntos relacionados à fé ou à ação pastoral. O Sínodo é uma prática antiga: sempre que era preciso debater um assunto importante e de grande interesse, os bispos se reuniam num mesmo lugar até chegarem a uma conclusão, e a partir daí todos passavam a “caminhar juntos”.

     O Sínodo não tem a competência de modificar a doutrina da fé e da moral da Igreja, nem de alterar a disciplina universal, mas poderá levar à revisão e reelaboração de normas pastorais diocesanas.

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Qual o objetivo do Sínodo?

     A finalidade do Sínodo é prestar auxílio ao Bispo no exercício da função, que é guiar a comunidade cristã. Entre seus objetivos, dois se destacam com mais força: O primeiro é a retomada da consciência eclesial por parte dos católicos. O segundo é a renovação da vida pastoral da Arquidiocese que depende diretamente da retomada da consciência eclesial. Os bispos, presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas, são chamados a assumir uma atitude de permanente conversão pastoral, que envolve escutar com atenção e discernir a voz do Espírito às Igrejas.

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Quem participa do Sínodo?

     A convocação do Sínodo depende do bispo diocesano, e está direcionada a toda aquela Igreja particular. É por esse motivo que todos são chamados a participar, cada qual à sua maneira. A participação do “povo de Deus” constitui uma das grandes riquezas do Sínodo.

     Para alguns momentos dos trabalhos sinodais será preciso nomear membros ou eleger representantes que são chamados a ‘prestar ajuda ao bispo diocesano’, formulando o seu parecer ou ‘voto’ acerca das questões por ele propostas.
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