Bom dia!           Domingo 23/09/2018     07:01

Comunidades paroquiais superam desafios, adversidades e mantêm histórias de fé e dedicação

Comunidade Mãe Rainha, Ilha do Sul

O Condomínio Ilha do Sul começou a ser habitado a partir de maio de 1973. Na mesma época deu-se início a história com a Paróquia São João Bosco, cujo templo estava sendo construído. O então pároco, padre Essetino Andreazza, tendo conhecido alguns fiéis ilhéus (assim são chamamos os moradores do Ilha do Sul) foi visitar o condomínio e pediu participação para a finalização da construção, apoio acatado por muitos


Em 2009, com o aumento do número de participantes nas missas dominicais surgiu a necessidade de oficializar a comunidade católica. Foi eleita padroeira a Mãe Rainha, em homenagem à dona Déia, falecida em novembro de 2008, tornando-se oficialmente a Comunidade Mãe Rainha, pertencente à Paróquia São João Bosco, com celebrações realizadas por padres salesianos


     Em contrapartida à solicitação do padre Essentino, as famílias católicas do Condomínio Ilha do Sul pediram ao sacerdote ajuda na preparação dos filhos para a Primeira Comunhão. A partir de então ele assumiu o compromisso e enviou semanalmente diáconos e seminaristas para o primeiro curso de catecismo. Assim as crianças e suas mães iniciaram a participação ativa e aprendiam juntas.

     Paralelamente, vez ou outra, padre Essetino ou o padre Salvador celebravam missas no Condomínio Ilha do Sul. Inicialmente as celebrações eram realizadas em uma pequena sala da antiga biblioteca (mesmo lugar onde ocorriam as aulas de catecismo). Depois, com o aumento da frequência de fiéis as reuniões foram transferidas para um espaço maior, o Salão dos Pescadores.

     Foi justamente nesse salão que aconteceu a missa de Primeira Comunhão do primeiro grupo de crianças do Ilha do Sul, em novembro de 1975.  Após essa turma muitas outras crianças foram catequisadas. Maria Teresa, hoje catequista do grupo de adultos na Paróquia São João Bosco é fruto da primeira turma de catequese.
Infelizmente, com a transferência do padre Essetino e o aumento de atividades na paróquia, as celebrações dominicais deixaram de acontecer semanalmente. Com isso, muitos ilhéus passaram a frequentar as missas na própria paróquia e outros na Comunidade Nossa Senhora da Esperança.  No Condomínio Ilha do Sul as celebrações passaram a acontecer esporadicamente.

Retorno à casa

     Com o passar dos anos, o envelhecimento de muitos condôminos e as dificuldades advindas da idade (principalmente de locomoção), os ilhéus sentiram a necessidade de outra vez terem missa no condomínio. Nos anos 90, por cerca de três anos as celebrações foram realizadas por padre Ângelo, amigo de um dos moradores.

     Foi nessa mesma época que chegou ao Condomínio Ilha do Sul um casal importante para a história dos católicos praticantes: Roberto e  Déia Muller.  Ela era devota fervorosa da Mãe Rainha e passou a divulgar entre os ilhéus o movimento da Mãe Peregrina, iniciando com uma imagem que visitava 30 famílias (um dia em cada casa).  Depois, com o tempo, foram quatro imagens, totalizando 120 famílias visitadas.

     A partir daí foram retomadas as missas semanais presididas por padres da Paróquia São João Bosco. O recém-chegado casal organiza as celebrações com a ajuda de algumas pessoas e a participação de muitos idosos e cadeirantes, que tinham dificuldades para frequentar a paróquia. 

     Em meados de 2007, padre Adriano Cemin, ao celebrar a missa na Comunidade Nossa Senhora da Esperança, sugeriu a realização de cursos bíblicos ali mesmo, às quartas-feiras, com participação conjunta do Ilha do Sul, inclusive com revezamento de local.

     No ano seguinte, com o fechamento do Centro Comunitário do BNH, o curso mudou definitivamente para o Ilha do Sul, onde acontece até hoje e tem motivado os moradores a crescerem espiritualmente.



     No Condomínio Ilha do Sul, as missas são celebradas todos os domingos, às 10h30, no auditório A.R. Muller, com a presença constante de mais de cem fiéis, sendo a maioria ilhéus e alguns moradores dos arredores. Atualmente, além das missas semanais, são realizadas celebrações de Ações de Graças, Terços e Encontros Marianos, entre outras campanhas, sempre às segundas-feiras; visita de imagens peregrinas da padroeira para mais de 120 famílias; novenas regulares ao longo do ano; curso de formação bíblica; fiéis católicos assistidos semanalmente por um Ministro Extraordinário da Eucaristia; arrecadação mensal de alimentos, em conjunto com a Comunidade Nossa Senhora da Esperança, para famílias acompanhadas pelo Grupo de Solidariedade da Paróquia São João Bosco.



Comunidade Nossa Senhora da Esperança

Em 1971 deu-se início a história da Comunidade Nossa Senhora da Esperança no apartamento de Conceição Firmino, uma das fundadoras. O projeto foi tão bem acolhido que em pouco tempo o espaço ficou pequeno. Com o auxílio do casal Teresa e Alfredo Barros, e Adela, representantes da comunidade foram ao encontro dos padres da Capela Dom Bosco para saber como proceder para que as missas pudessem acontecer no condomínio. A iniciativa teve êxito


Os fiéis da Comunidade Nossa Senhora da Esperança são gratos por todas as pessoas que passaram por lá e deram o melhor de si para que o grupo prosseguisse. Em tudo eles são graças ao Senhor por toda diversidade que passaram, mas continuam o serviço para Sua honra e glória


     O projeto pastoral da Comunidade Nossa Senhora da Esperança passou a funcionar em um barracão de madeira no Condomínio 2000 e, em seguida, no Condomínio 2001. Em 1976 foi inaugurado nas dependências do condomínio o Centro Comunitário Alto de Pinheiros e os trabalhos começaram a ser desenvolvidos nesse novo espaço. Em 1979, o projeto abriu espaço para a formação da Comunidade Nossa Senhora da Esperança, nome escolhido por meio de votação.

     O tempo passou, a Comunidade cresceu e as pastorais foram sendo formadas: Pastoral da Solidariedade, da Música, da Crisma, da Catequese, dos Ministros, do Dízimo e da Acolhida. Nesse período a Comunidade contou com o significativo apoio de Nelson Tolentino e Marli, como animadores da Catequese e da Música.

     Mesmo antes de se tornar a Comunidade Nossa Senhora da Esperança, muitas pessoas já participavam ativamente das diversas atividades. Dona Adela, argentina, bem dinâmica, incentivou a realização de diversos eventos, como a primeira feijoada, que arrecadou fundos para a construção da Paróquia São João Bosco, festas da primavera, bingos beneficentes, encenações da Paixão de Cristo, procissões que percorriam todo o condomínio e Via Sacra. 

Maior comprometimento

     Em 2007, deu-se início ao curso de Liturgia, sob orientação do padre Adriano Cemin e participação da Comunidade Mãe Rainha. Hoje estes cursos continuam acontecendo no Condomínio Ilha do Sul. No ano seguinte, o Centro Comunitário Alto de Pinheiros usado até então pela Comunidade Nossa Senhora da Esperança iniciou uma reforma, o que suspendeu temporariamente as atividades. Logo em seguida os fiéis conseguiram retomar a celebração da Santa Missa, desta vez num espaço cedido pela Escola Estadual Emiliano Di Cavalcanti, onde permanece até hoje.

     Com 47 anos de história, a Comunidade Nossa Senhora da Esperança continua participativa nos eventos paroquiais. Em 2013, alguns representantes estiveram na Jornada Mundial da Juventude,  há alguns anos mantêm as barracas de pernil e doces caseiros na Festa Junina, é responsável pelas missas das quartas-feiras na Paróquia São João Bosco, levam a Eucaristia aos domingos para os doentes e casas de repouso, realizam novenas de Natal e reuniões para reflexão do tema da Campanha da Fraternidade, atividades estas que mantêm a unidade e evangelizam. Também mantém a Pastoral da Solidariedade, com o apoio da Comunidade Mãe Rainha, oferecendo cestas básicas, roupas e sapatos para 60 famílias carentes.

     As missas dominicais na Comunidade Nossa Senhora da Esperança acontecerem todos os domingos, às 9 horas, na Escola Di Cavalcanti, na Av. Diógenes Ribeiro de Lima, 2000.



Curiosidade

     Dia 26 de abril se comemora o dia de Nossa Senhora da Esperança. Este foi o dia em que, no ano de 1500, rezava-se a primeira missa no Brasil após o descobrimento das terras por Pedro Álvares Cabral, que tinha devoção pela Santa e carregava consigo uma imagem que o acompanhou por toda a expedição. 
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