Boa tarde!           Terça 17/07/2018     17:53

Celebrações da Semana Santa na Paróquia São João Bosco

Fé, reverência e emoção marcam as celebrações da Semana Santa realizadas na Paróquia São João Bosco, com participação ativa da comunidade



Páscoa: a violência não tem a última palavra

Durante a Oitava da Páscoa, como se fosse num único e prolongado dia de festa, continuamos a desejar “Feliz Páscoa” e a proclamar: verdadeiramente, o Senhor ressuscitou! Jesus Cristo ressuscitou e está vivo entre nós!

     Quem pediu a sua morte, pensou ter vencido e tirado de circulação o Mestre incômodo, Jesus de Nazaré. Crucificado, bem morto e sepultado, Ele era página virada e bastava apenas esperar um pouco para tudo voltar a ficar como antes. Até os seus discípulos, embora lamentassem o ocorrido com Jesus, já estavam conformados e voltavam às suas aldeias de origem e às suas antigas ocupações. 

     Mas um fato novo, no terceiro dia depois da morte de Jesus na cruz, surpreendeu a todos! Seu túmulo estava vazio e corria a conversa que Ele estava vivo! Logo se procuraram explicações, inclusive sugerindo que seus discípulos poderiam ter levado o corpo dele durante a noite, embora o túmulo estivesse bem fechado e guardado por soldados. Mas essa suspeita logo se dissipou, quando diversas pessoas começaram a afirmar que tinham visto Jesus, em pessoa, após a sua morte. E falavam de encontros surpreendentes com Ele. Assustados, os apóstolos não conseguiam acreditar naquilo que seus próprios olhos viam e seus ouvidos ouviam: o próprio Jesus também foi ao encontro deles, embora estivessem bem fechadas as portas do lugar onde eles se achavam.

     E não houve mais quem pudesse tirar do mundo esta verdade: a ressurreição de Jesus, depois de ter sido morto na cruz e sepultado. E não se tratava apenas de um morto que voltava a viver como antes, o que já seria inexplicável. Com Jesus é diferente: está vivo e se apresenta glorificado às pessoas, com aspecto divino. Espaço e tempo já não lhe oferecem mais barreiras. É Ele mesmo, e os apóstolos, ainda incrédulos, o reconhecem: é Ele mesmo! A voz é dele, as palavras são dele e é seu o aspecto humano conhecido antes, mas agora está transfigurado! Não havia dúvidas, não estavam tendo alucinações, nem visões de um fantasma: era o mesmo Jesus que eles haviam conhecido na aldeias e estradas da Galileia, da Samaria e da Judeia. 

     Os apóstolos passaram a compreender melhor suas palavras e tudo o que Jesus havia feito antes de sua paixão e morte; e, então, começaram a proclamar sem medo, não fazendo caso das torturas e ameaças de prisão: Deus estava com Jesus desde o início, quando conheceram o Mestre. Ele é o Filho de Deus, enviado ao mundo para salvá-lo de seus pecados e para abrir a todos as portas da misericórdia e do reino de Deus. Tudo aquilo que Ele havia anunciado era verdade! Quem nele crer, também participa de sua vida e terá salvação plena. 

     A celebração da Páscoa nos traz tantas lições! Jesus foi vítima de violência inaudita: traição e abandono dos amigos, acusações falsas, calúnias, condenação à morte humilhante de cruz, apesar de inocente, tortura severíssima, desprezo, humilhação, dor indescritível, condenado como um malfeitor, sendo que Ele só havia feito o bem, insultado até o instante extremo de sua vida. Quem o eliminou pensou ter resolvido um problema, mas não foi assim. A violência deixa mal quem a pratica. Os grandes promotores de violências privadas, públicas ou políticas têm fama de herói ou de vilão?!

     Na Páscoa deste ano, após termos realizado a Campanha da Fraternidade sobre a superação da violência mediante a fraternidade – “vós sois todos irmãos” –, podemos afirmar: a violência não tem a última palavra e quem faz recurso a ela para resolver seus problemas ou para afirmar-se sobre os outros por qualquer motivo faz a escolha errada: os violentos podem produzir muita dor e até morte, mas eles não terão a última palavra e a vitória obtida na base da violência deixa mal a quem a pratica. É como Maria profetiza: Deus “derruba do trono os poderosos e eleva os humildes”... 

     A ressurreição de Jesus deixa claro de qual lado Deus está: não é do lado dos violentos e opressores dos humildes e inocentes. Já nas suas primeiras pregações, depois de Pentecostes, São Pedro proclama: Deus Pai não abandonou na morte o seu Filho, o justo e santo Jesus, mas o ressuscitou ao terceiro dia (cf. At 2, 22-24). Deus também não abandona quem é vítima inocente da violência, mas o socorre e resgata. Os violentos não têm a última palavra, nem consegue a violência fazer justiça. Deus não está do lado dos violentos.

Cardeal Odilo Pedro Sherer - Arcebispo Metropolitano de São Paulo



Pentecostes marca a vinda do Espírito Santo

Pentecostes faz parte do calendário cristão. A data, celebrada 50 dias após a Páscoa, festeja a vinda do Espírito Santo sobre a Terra. Juntamente com a Páscoa e o Natal, a ocasião forma o tripé comemorativo mais importante do ano litúrgico

     Após as celebrações da Semana Santa, os fiéis da Paróquia São João Bosco aguardam a chegada de Pentecostes que este ano será celebrado em 20 de maio de 2018.

     Em sua origem, Pentecostes era uma celebração agrícola do povo judeu, a Shavuoth, também chamada Festa da Colheita ou Festa das Semanas. Tinha duração de sete semanas, desde o dia seguinte à Páscoa até o 50° dia, e era uma forma de agradecimento ao Senhor pelas boas colheitas. 

     Por causa da forte influência da cultura grega sobre os judeus, por volta do século IV a.C., o nome “pentecostes”, que significa “cinquenta dias depois”, passou a substituir o nome de Festa da Colheita ou Festa das Semanas.

     Além do aspecto agrícola, a Shavuoth comemora também a revelação da Lei (Torah) a Moisés, no Monte Sinai, o que aconteceu sete semanas depois da saída do povo judeu do Egito.

     Para a comunidade cristã, Pentecostes é descrito em Atos dos Apóstolos 2: no primeiro Pentecostes após a morte de Cristo, 50 dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. Conta-se que o acontecimento encheu o coração dos que haviam recebido a força, e deu a eles coragem para que pregassem a mensagem de Jesus pelo mundo. Cumpriu-se assim a profecia de Jesus, ao dizer durante sua ascensão aos céus, que enviaria seu Espírito Santo aos homens.

     No Brasil, a vinda do Espírito Santo é comemorada em diversas cidades no dia de Pentecostes, com a Festa do Divino Espírito Santo.

     Pentecostes é importante para a comunidade cristã e para todos os povos, pois foi esse evento que deu origem ao movimento evangelizador, para que todas as nações tivessem acesso ao Evangelho. Em 2010, o Papa Bento XVI referiu-se a Pentecostes como o momento de reunificação da humanidade dispersa em conflitos ou competições. A celebração de Pentecostes buscaria assim a unidade e a universalidade ao redor dos valores cristãos.



Pentecostes é o símbolo do Cenáculo

     O Cenáculo (do latim Cenaculum) é o termo usado para o sítio ou local onde ocorreu a Última Ceia e atualmente se encontra um grande templo. A palavra é derivada do latim “cena”, que significa "jantar" e nesse local os apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. 

     A partir desse momento, o Cenáculo passa a ser considerado um símbolo de sacralidade na ótica cristã, pois até então era considerado pelos judeus como apenas um lugar de reuniões. Atualmente o 50º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos como o dia de Pentecostes, e também foi o dia da descida do Espiríto Santo (Espírito de Deus) sobre os apóstolos. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo.

     Existem movimentos inspirados no Pentecostes em toda a história do cristianismo, sendo enfatizados, especialmente em meados do século XX, com o surgimento das primeiras Igrejas Pentecostais, e o nascimento da Renovação Carismática Católica.



Vale a pena saber!

     O Pentecostes é o nome de uma festa do antigo calendário bíblico. Originalmente, essa festa é referida com vários títulos:

     Festa da Colheita ou Sega (no hebraico: hag haqasir). Por se tratar de uma colheita de grãos (trigo e cevada), essa festa ganhou esse nome.

     Festa das Semanas (no hebraico: hag xabu'ot). A razão desse nome está no período de tempo entre a Páscoa e esta festa, que é de sete semanas. Esta festa acontece cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada, e o encerramento acontece com a colheita do trigo.

     Dia das Primícias dos Frutos (no hebraico: yom habikurim). Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega. Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do calendário bíblico. Na primeira (Páscoa) entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda (Colheita ou Semanas) entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa (Tabernáculos ou Cabanas) o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara, e especialmente figo.
Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home