Boa noite!           Domingo 21/10/2018     18:59

Fake news são tema de encontro da Pascom

O Vicariato Episcopal para a Pastoral da Comunicação realizou encontro com os agentes da Pastoral da Comunicação (Pascom) das paróquias e comunidades da Arquidiocese. O evento teve o objetivo de destacar o papel da Pascom na etapa paroquial do caminho sinodal iniciado em 24 de fevereiro de 2018, além de provocar uma reflexão sobre os desafios da Igreja no campo da comunicação tanto internamente quanto na relação com a sociedade


     Entre os desafios da comunicação na sociedade que devem ser refletidos pela Pastoral da Comunicação está a questão das fake news (notícias falsas), que foi tema da mensagem do papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais. No encontro com representantes da Pascom, o jornalista Aldo Quiroga apresentou alguns casos dessas notícias falsas, suas consequências concretas no dia a dia, e como elas podem ser identificadas e combatidas.

     Segundo o jornalista, as fake news, têm basicamente três objetivos: criar confusão, alavancar visualizações em sites ou redes sociais, e espalhar difamação e manipulação da opinião pública. Sobre esse último aspecto, ele alertou para o risco que as notícias falsas oferecem para a democracia. Quiroga apresentou dados de uma recente pesquisa divulgada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que analisou publicações do Twitter. Entre 2006 e 2017. Foram identificadas 4,5 milhões de publicações com informações falsas, além de 3 milhões de multiplicadores diferentes dessas news. Também foi constatado que as fake news se multiplicam 70% mais rápido que as notícias verdadeiras. Dentre os assuntos dessas notícias falsas, destacam-se terrorismo e guerra, desastres naturais, lendas urbanas, ciência e tecnologia, negócios e economia e, principalmente, política.

     Na avaliação de Quiroga, o Brasil será colocado à prova este ano em relação à disseminação de notícias falsas no contexto das eleições. Nesse aspecto, ele destacou o papel dos católicos, especialmente dos agentes da Pascom, para o enfrentamento desse desafio. “Se a Igreja tem um braço que pode contribuir de alguma forma para acalmar os ânimos e apontar caminhos, são os agentes da Pascom, desde que busquem formação e informação”. 
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