Boa tarde!           Sexta 17/08/2018     12:14

Experiência, simpatia e bagagem de vida

Falante, sempre de bom humor e de fácil contato com as pessoas, padre Augusto Bartoli, de 75 anos, nasceu em Locca, na região de Trento, no norte da Itália. Locca é uma aldeia com cerca de 300 habitantes, do mesmo feitio de outras doze aldeias do mesmo vale, composta de propriedades, dedicadas à agricultura e gado (ovelhas, cabras, vacas). Essa pequena aldeia já constituía de per si uma paróquia, devota de São Martinho de Tours e a Nossa Senhora Auxiliadora


     Este ano a Paróquia São João Bosco recebeu um reforço especial com a vinda do padre Augusto Bartoli. Ele é salesiano da Inspetoria da Amazônia e chegou para compor a equipe dos padres formadores do seminário do Instituto Teológico Pio XI, onde se formam salesianos candidatos ao sacerdócio das seis províncias (inspetorias) salesianas do Brasil. E padre Augusto também foi nomeado vigário paroquial da Paróquia São João Bosco.

     Ele nasceu em uma família de sete filhos: três homens e quatro mulheres. Seus familiares têm pendores musicais: o avô paterno era maestro; um tio, organista e maestro, depois se tornou padre salesiano; e o irmão se pôs a estudar música como autodidata e depois se tornou maestro de coro.

     No sexto ano do ensino fundamental padre Augusto entrou para o seminário, o que não era estranho naquele ambiente. Com efeito, era uma população extremamente religiosa, onde ninguém faltava à missa, e com lugares marcados, de tal forma que, se alguém estivesse ausente, era porque estava doente.

     Daquelas aldeias do vale eram quarenta os candidatos ao sacerdócio, dos quais a imensa maioria acabou se ordenando padre. Por parte do pai, um tio se tornou padre salesiano, um outro se tornou jesuíta, uma tia se tornou freira salesiana e outra das Pequenas Irmãs da Sagrada Família. O tio jesuíta foi ser missionário no Japão, trabalhando como professor da Universidade Sofia, entidade dos jesuítas que é uma das universidades particulares top do país. 

     Partiu para trabalhar como missionário na Amazônia aos 23 anos de idade. Sempre na Inspetoria da Amazônia, trabalhou em Porto Velho (RO), Manaus (AM), Belém (PA). Nunca teve oportunidade de trabalhar com as populações indígenas, uma das frentes de trabalho da Inspetoria. Sempre lhe foi pedido que trabalhasse na administração das obras e das escolas nas cidades maiores. Nos últimos sete anos, trabalhou em Brasília, numa comunidade inter-inspetorial, nos escritórios centrais, e no Santuário Dom Bosco.

     Com sua experiência, simpatia e enorme bagagem de vida, o padre Augusto Bartoli chegou para somar na Paróquia São João Bosco.



Salesiano brasileiro representa o Papa na Amazônia

     No início de fevereiro, o padre amazonense Justino Tukuya visitou Taracuá, no interior no estado, para dar aulas sobre políticas educacionais indígenas. Três meses depois, fez outra apresentação, desta vez no Vaticano, com o papa Francisco na plateia. Justino, de 57 anos, indígena de uma comunidade tukuya na fronteira do Brasil com a Colômbia, terá assento especial em um encontro de bispos que será realizado em Roma em outubro de 2019, cujo tema será os rumos da Igreja Católica na Amazônia.


Texto: Padre Ailton António dos Santos; Foto: Dc. Denis Dutra Marques, SDB
Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home