Julho de 2018 - Marta, mulher de atitude e fé

     Marta é a irmã de Maria e de Lázaro de Betânia. Juntos moravam em um povoado a cerca de três quilômetros de Jerusalém. Em sua casa hospitaleira, Jesus gostava de descansar durante a pregação na Judeia. Por ocasião de uma destas visitas aparece pela primeira vez Marta. No Evangelho é apresentada como a dona de casa, solícita e atarefada para acolher dignamente o agradável hóspede, enquanto a irmã Maria prefere ficar quieta escutando as palavras do Mestre. Não é  de se admirar a reclamação que Marta faz contra Maria: “Senhor, a ti não importa que minha irmã me deixe sozinha a fazer o serviço? Diz-lhe, pois que me ajude”.

     A amável resposta de Jesus pode parecer repreensão à atitude da agitada dona de casa: “Marta, Marta, tu te inquietas e te agitas por muitas coisas; no entanto uma só coisa é necessária. Maria, com efeito, escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”. Mas isso não é repreensão, comenta santo Agostinho: “Marta, tu não escolheste mal. Maria, porém, escolheu melhor que tu”.

     Em outra ocasião, perto do fim de seu ministério, Jesus recebeu a notícia que Lázaro, o irmão de Marta e Maria estava muito doente. Elas o chamaram para curar seu irmão, mas Ele não foi imediatamente (João 11:3-4). Somente alguns dias depois, quando Lázaro estava morto, Jesus foi para Betânia.

     Quando ouviu que o Mestre estava chegando, Marta correu ao seu encontro e disse que ele poderia ter impedido a morte de seu irmão. Na sua conversa com Jesus, Marta declarou a fé de que Ele era o Filho de Deus e Jesus explicou sobre a ressurreição e a vida eterna (João 11:24-27).

     Depois, Marta chamou Maria, que foi ter com Jesus e também disse que Ele poderia ter impedido a morte de Lázaro (João 11:32-33).

     Mesmo com a partida do irmão, elas não abandonaram a fé. Continuaram a crer em Jesus e, apesar de não verem nenhuma solução, Marta levou Jesus ao local onde estava o corpo de Lázaro. Jesus ficou comovido e chorou. Então Ele orou e mandou Lázaro sair do túmulo. E Lázaro ressuscitou!
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