Boa tarde!           Domingo 21/10/2018     17:40

Jovens religiosos impulsionados pelos ideais de Dom Bosco

Agosto é o mês em que, como Família Salesiana, é celebrado o nascimento de Dom Bosco. Na sua biografia, o sacerdote reúne proezas como orientador espiritual de inúmeros jovens, acompanhando-os em seu processo de amadurecimento humano e cristão. Com base nesse legado, o Em Família traz nesta edição três testemunhos de religiosos que decidiram trilhar sua caminhada nos moldes dos ideais de Dom Bosco



Em busca por um sentido de vida

     Sou padre Alexandro Santana. Em 2015, permaneci como diácono na Paróquia São João Bosco e hoje trabalho na Paróquia N. S. Aparecida, em Itaquera. Minha vocação religiosa consagrada nasceu no trabalho com os jovens da Paróquia São Benedito de Bragança Paulista. Atuava na Catequese de Crisma, liturgia e tantas outras atividades paroquiais. Minha vida passou a ser totalmente dedicada a evangelizar os jovens e as famílias, o que me deixava muito feliz e realizado como pessoa e como cristão. Aos poucos fui sentindo a necessidade de buscar algo mais para dar sentido à minha vida. 

     Por estar vivendo de forma mais ativa no movimento da Renovação Carismática Católica procurei a Canção Nova para conhecer um pouco mais sobre o caminho vocacional. Ouvi falar de Dom Bosco e dos salesianos, sem ter a mínima noção de quem era esta família religiosa, mas fiz contato e logo iniciei o processo vocacional em 2002 e ingressei na Congregação no ano seguinte. 

     Soube também de outra família religiosa, os Missionários do Sagrado Coração e tive a oportunidade de conhecer a vida diocesana. Mas o carisma salesiano me atraiu por causa de sua dinamicidade e proposta juvenil, embora o campo de atuação do carisma que se dava por meio da educação me assustasse um pouco. Tinha receios de não ser capaz de atuar nas obras sociais, colégios e universidade. Tanto que em 2004 acabei deixando os salesianos. Retornei à minha família e à comunidade. Esse período me fez repensar as minhas escolas de vida. Retomei  à minha vida como leigo e ao trabalho na igreja, e foi quando senti que meu lugar não era mais ali. Voltei a procurar os salesianos. Com a graça Deus fui ajudado pelos formadores, irmãos e superei os medos.

     Na vida salesiana sou feliz e realizado como cristão e pessoa que faz um caminho de santidade. A maneira de viver a santidade no cotidiano da vida, rezando e trabalhando continua a me encantar e desejo continuar trilhando nesse chamado. Dom Bosco é modelo de virtude e santidade para mim e para tantos que se predispõem a seguir a Cristo de um modo simples, mas rico de espiritualidade!



Atraído pela alegria salesiana

     Sou Luiz Paulo Feliciano de Oliveira. Nasci em Lorena. Desde criança fui criado entre os salesianos. A minha vocação surgiu dentro da casa salesiana, obra social, oratório e sempre tive apoio dos salesianos.  Um irmão salesiano coadjutor me convidou para fazer um encontro vocacional. Aceitei e acabei entrando para o seminário.

     Quando comecei a minha caminhada, eu já tinha terminado o terceiro ano do colégio e já trabalhava. No começo foi muito difícil, mas com o tempo fui me acostumando. Acabei entrando no seminário por causa do intenso amor que foi crescendo dentro de mim pelo jeito que os salesianos transmitem alegria, entusiasmo, oração e o cuidado com os mais pobres. 

     No decorrer da minha caminhada vocacional e até hoje percebo que ainda mantenho esse entusiasmo em seguir Jesus Cristo, nas pegadas de Dom Bosco, levando alegria a todos que encontro no caminho. Uma música que me motiva sempre é “A minha vocação é me doar, -  E por amor darei o meu melhor - Pois o Senhor que um dia me chamou - Quer que eu seja luz para as nações...” Sou muito feliz pela minha vocação e agradeço a Deus todos os dias. Peço a Ele que me ajude a ser fiel ao seu chamado.



Salesiano convicto

     Sou o padre Leandro Brum Pinheiro, salesiano de Dom Bosco da Inspetoria de Porto Alegre. Tive a graça de exercer minhas tarefas pastorais durante dois anos na Paróquia São João Bosco, enquanto era estudante de Teologia (2013-2014).

     Minha história vocacional começou quanto eu era professor de Espanhol do Colégio Dom Bosco de Santa Rosa/RS. Desde pequeno tive veia de educador – filho de professora, acompanhava sempre minha mãe no seu trabalho, fazendo da lousa, do giz, dos cadernos de chamada, grande parte da minha infância. 

     Aos 20 anos, concluída a faculdade de Letras, fui contratado pelo Colégio Salesiano. Animado pelo novo emprego e pelas possibilidades, comecei a trabalhar entusiasmadamente. Na semana de formação pedagógica, no início do ano letivo, foi me apresentado pela primeira vez São João Bosco. Foi paixão à primeira vista! Um educador nato como Dom Bosco me inspirava a ser um bom educador e me fazer mais próximo dos alunos – coisa que sempre me encantava no processo educativo.

     Conhecendo mais os salesianos e especialmente as missões que são feitas em favor da juventude, fiz-me uma pergunta que mudou os rumos da minha vida: Será que Deus não me pede para doar também a minha vida pela educação dos jovens?

     Considero-me um salesiano convicto de minha missão. Sinto-me verdadeiramente educador dos jovens, mas numa outra perspectiva – de consagração, doação e entrega. Sou grato a Deus pelo dom da minha vocação salesiana e tenho em Dom Bosco um modelo credível da minha vida. Hoje, como pároco e diretor da obra social em Joinville/SC, busco, mesmo com minhas limitações e defeitos, ser um pouco Dom Bosco para aqueles que Deus me enviou aqui – studiando di farmi amare – buscando fazer-me amar – como queria São João Bosco.
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