Janeiro de 2015 - Convite para conhecer e experimentar Jesus

     A liturgia dos domingos do mês de janeiro, que incluem os dias festivos e os domingos do Tempo do Natal e os do Tempo Comum, vão fazendo diversas apresentações de Jesus ao ouvinte, interpelando-o, convidando-o a estar e a seguir esse Mestre.

     No dia 1º de janeiro, na Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, o Evangelho nos mostrou os pastores indo com grande pressa a Belém para ver o Menino recém-nascido e voltando de lá glorificando e louvando a Deus. No domingo seguinte, dos Santos Reis, o Evangelho nos fez ver os magos cheios de alegria ao reencontrarem a estrela que estavam seguindo, mas que tinha desaparecido da vista deles. E agora, tendo encontrado o Menino e o adorado, voltaram às suas terras, mas agora por outro caminho, porque tinham encontrado Jesus. Voltar pelo mesmo caminho, ia ser só transtorno e tempo perdido. A vida não é caminhar para trás.

     No domingo seguinte, 11 de janeiro, Festa do Batismo do Senhor, o tão famoso e procurado João Batista confessa que não é ele absolutamente o rei da cocada, mas apenas um humilde precursor de Jesus, este sim, o Escolhido, o Ungido do Pai. Para nós, que vivemos numa sociedade de espetáculo, de tantos lançamentos e de tantas "novidades", sermos advertidos por João Batista para prestarmos atenção em Jesus, Ele mesmo, Ontem, Hoje e Sempre, continua sendo atual e urgente, numa época de um marketing que se esforça por embalar com celofane colorido velhas mercadorias mofadas.

     Já no domingo 18 de janeiro, segundo do Tempo Comum, depois de tantas apresentações, são dois discípulos de João Batista que, depois da apresentação de Jesus feita por João, seguem-no, e pedem diretamente a Jesus, como se fôssemos nós mesmos: "Mestre, onde moras? Afinal, quem és tu? Qual é a tua mensagem? Nós queremos conhecer-te. Nós queremos participar da tua vida."  E recebem a resposta simples e direta: "Venham e vejam, e experimentem." Eles foram, e ficaram com Jesus. E Jesus permaneceu com eles. Quarenta-cinquenta anos mais tarde, quando se tratou de passar por escrito todas aquelas experiências vividas, ainda latejava na memória a hora daquele encontro definitivo: era cerca da hora décima, isto é, pelas quatro horas da tarde.

     No domingo 25 de janeiro, na nossa cidade Solenidade de São Paulo, Padroeira principal da Arquidiocese, o evangelho vai mostrar a última aparição de Cristo Ressuscitado aos apóstolos com a ordem: "Vão para o mundo todo, e anunciem o Evangelho." Com isso, Cristo quer nos comprometer em sermos discípulos e missionários.

     Como os pastores, como os magos do Oriente, como os primeiros discípulos, nós queremos, sim, fazer a experiência de encontrar Cristo em nossas vidas. Mas essa experiência só será verdadeira se nós a partilharmos com os outros.

Padre Assis Moser, sdb.
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