Presidente filipino incita o povo a matar bispos católicos

     Durante um discurso realizado em Manila, no início do mês passado, Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, fez declarações agressivas aos católicos: “Os bispos de vocês, matem-nos. Esses bastardos não servem para nada. A única coisa que sabem fazer é criticar”. 

     Em um ato posterior, o presidente afirmou que a Igreja Católica é a instituição “mais hipócrita do mundo” e garantiu que 90% dos seus sacerdotes são gays.

     A Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas recusou responder aos comentários de Duterte: “Não queremos acrescentar mais lenha à fogueira. Qualquer comentário só exageraria o assunto”, comunicou o porta-voz da conferência episcopal, Jerome Seciliano.

     O porta-voz da Presidência, Salvador Panelo, defendeu que as palavras de Duterte não devem ser entendidas como algo literal, mas usou a “hipérbole” para conseguir um “efeito mais dramático” nos seus comentários.

     Duas semanas antes, o presidente havia insultado bispos e sacerdotes católicos, com os quais trava uma batalha verbal há mais de um ano, ao declarar aos filipinos que não deveriam ir à igreja para “pagarem de idiotas”.

As provocações anticlericais do controverso presidente filipino Rodrigo Duterte subiram mais um degrau em dezembro de 2018. Pela segunda vez ele atacou os bispos católicos ao afirmar que eles “são inúteis” e encorajou matá-los. No país, 85% da população é católica
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