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Abril de 2018 - Somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura

A segunda após a Páscoa é chamada “Segunda-feira do Anjo”, segundo tradição que corresponde às fontes bíblicas da Ressurreição. Foi o que disse o papa Francisco ao explicar o sentido e o significado da fraternidade como fruto de Cristo 


     Que a fraternidade e a comunhão possam tornar-se nosso estilo de vida e alma de nossas relações.  Os Evangelhos narram que, quando as mulheres foram ao sepulcro, temiam não poder entrar porque este estava fechado com uma grande pedra. Mas ele estava aberto e uma voz que vinha de dentro do sepulcro disse-lhes que Jesus não estava ali, mas ressuscitou.

     Esta foi a primeira vez que a palavra “ressuscitou” foi pronunciada. Os evangelistas nos referem que este primeiro anúncio foi dado pelos anjos, ou seja, mensageiros de Deus. Há um significado nesta presença angélica. Como a Encarnação do Verbo foi anunciada por um anjo, Gabriel, assim para anunciar pela primeira vez a Ressurreição não bastava uma palavra humana.

     Era necessário um ser superior para comunicar uma realidade tão inédita, tão incrível, que talvez nenhum homem teria ousado pronunciá-la. Após este primeiro anúncio, a comunidade dos discípulos começou a repetir: “Verdadeiramente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão (Lc 24,34), mas o primeiro anúncio exigia uma inteligência superior à inteligência humana.


A fraternidade é o fruto  da Páscoa de Cristo

     Após ter celebrado a Páscoa se sente a necessidade de reunir-se mais uma vez com os familiares e com os amigos para fazer festa. Porque a fraternidade é o fruto da Páscoa de Cristo que, com a sua morte e ressurreição, derrotou o pecado que separava o homem de Deus, de si mesmo e de seus irmãos.

     Jesus abateu o muro de divisão entre os homens e restabeleceu a paz, começando a tecer a rede de uma nova fraternidade. É muito importante neste nosso tempo redescobrir a fraternidade, assim como era vivida nas primeiras comunidades cristãs. 

     Sem fraternidade há somente indivíduos movidos pelos próprios interesses. Não pode haver verdadeira comunhão e um compromisso em favor do bem comum e da justiça social sem a fraternidade e partilha. Sem partilha fraterna não se pode realizar uma autêntica comunidade eclesial ou civil: há somente um conjunto de indivíduos movidos pelos próprios interesses.

     A Páscoa de Cristo fez explodir no mundo a novidade do diálogo e da relação, novidade que para os cristãos se tornou uma responsabilidade. De fato, Jesus disse: “Disso saberão que sois meus discípulos: se amarem uns aos outros” (Jo 13,35).

     Eis o motivo porque não podemos fechar-nos em nosso privado, em nosso grupo, mas somos chamados a ocupar-nos do bem comum, a cuidar dos irmãos, especialmente dos mais frágeis e marginalizados. Somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura, derrotar as pobrezas, superar as tensões e as guerras, extirpar a corrupção e a criminalidade.

     Que a fraternidade e a comunhão possam tornar-se nosso estilo de vida e alma de nossas relações.  Aproveitem cada boa ocasião para ser testemunhas da paz do Senhor ressuscitado especialmente em relação às pessoas mais frágeis e menos favorecidas. Invoquemos o dom da paz para o mundo inteiro, especialmente para as populações que mais sofrem por causa dos conflitos em andamento.

Papa Francisco
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