Março de 2019 - Atitudes de fé e amor marcam a história de Santa Rita – Parte II

     A história de Santa Rita pode ser dividida em dois intensos períodos: sua vida em família, com as agruras de um casamento com um homem violento que, após muitos anos de oração, teve sua vida transformada, a morte de seus dois filhos e, depois, sua dedicação inabalável à vida religiosa. 

     Após a morte dos filhos, o que significou para ela a quebra de uma corrente de ódio e vingança que poderia durar anos, Santa Rita quis entrar para o convento das irmãs Agostinianas, obedecendo ao chamado que sentia desde menina. As irmãs, porém, duvidavam sobre sua vocação, visto que tinha sido casada, o marido fora assassinado e os dois filhos tinham morrido de lepra, que na época era considerada uma doença maldita. Por tudo isso, elas não queriam aceitar Rita no convento.

     Numa noite, Santa Rita dormia, quando ouviu vozes chamando: Rita. Rita. Rita. Ela abriu a porta e estavam ali São Francisco, São Nicolau e São João Batista. Eles pediram que ela os seguisse. Depois de andarem pelas ruas, os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, quando voltou a si, estava no mosteiro, estando este com as portas trancadas. Diante disso, as freiras não puderam negar sua entrada. E Rita viveu ali por quarenta anos.

     Conta-se que, para colocar Rita de Cássia à prova, a superiora mandou-a regar um pedaço de madeira seca que estava no jardim do convento. Ela deveria fazer aquilo por um ano. Rita obedeceu com paciência e amor. Depois desse tempo, para a surpresa de todos, um milagre aconteceu: o galho se transformou numa videira que dá uvas até hoje. Esse fato parece mais com uma lenda, porque fatos semelhantes se contam de outros santos.

     Orando aos pés da cruz, Santa Rita de Cássia pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco das dores que ele tinha sentido na sua crucificação. Então, um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabeça e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus passou.

     O espinho fez em Santa Rita uma grande ferida, de tal forma que ela tinha que ficar isolada de suas irmãs. Santa Rita de Cássia ficou com a ferida por 15 anos. A chaga só foi curada quando Rita foi a Roma, no ano santo. Porém, quando voltou ao mosteiro, a ferida se abriu novamente.

     No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho. Santa Rita estava com 76 anos. A ferida cicatrizou e seu corpo começou a exalar um perfume de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, ao abraçar Santa Rita de Cássia em seu leito de morte, ficou curada. No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Então, tiveram que levar seu corpo para a igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona.

     Santa Rita de Cássia foi beatifica no ano 1627, em Roma, pelo papa Urbano VIII. Sua canonização foi em 1900, no dia 24 de maio, pelo papa Leão XIII e sua festa foi é comemorada anualmente no dia 22 de maio. Ela é a protetora das mães e esposas que sofrem pelos maus-tratos dos maridos. 

     No nordeste do Brasil, na cidade de Santa Cruz, Rio Grande do Norte, ela é sua padroeira. Lá está a maior estátua católica do mundo, com 56 metros de altura... A estátua é significativamente maior que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que mede 38 metros, incluindo o pedestal.  Santa Rita é considerada a madrinha dos sertões. Em Minas Gerais existe a cidade de Cássia, da qual Santa Rita é a padroeira.
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