Janeiro de 2020 - Aproveitando o Ano Novo, que termina em zero

Todo primeiro de janeiro começa um Ano Novo. Mas ano novo terminando em zero, só de dez em dez anos: 2020! Entendeu?! Então, vamos aproveitar.


     Aproveitar para zerar tantas coisas que em nós vão se acumulando, e se transformando em peso inútil que levamos avante a tanto custo: broncas, ressentimentos, azedumes, sentimento de derrota, fracassos bobos, traições, raivas, mágoas, esforços não reconhecidos e não correspondidos, gosto ruim na boca, e aumente aí a lista...

     E o que dizer de tantas lutas que temos travados para não conseguirmos nenhum mísero resultado. Será que é sinal de perseverança, ou sinal de burrice obstinada? Que tal mudarmos de batalha para outras coisas igualmente válidas e que trarão resultados positivamente fecundos. 

     Com sabedoria prática, o próprio Dom Bosco dizia que quando encontrava uma pedra pelo caminho, procurava saltá-la, ou contorná-la. Se não o conseguia, ia fazer outra coisa, e, depois, quando passava pelo mesmo lugar, a pedra já tinha sido removida. Assim, poupava tempo, energia e humor.

     No tempo dos discos em vinil, havia a expressão: “Vira o disco!”, para não ficarmos obstinados, batendo no mesmo ponto, sem evolução.

     Se você, por exemplo, há anos insiste em corrigir o seu filho sobre certos pontos, sem resultados, que tal mudar de tática e, em vez de insistir em corrigir, em criticar aquele ponto negativo, passar a elogiar um outro aspecto  positivo?! A pessoa humana é uma máquina cujo combustível é o elogio. São Francisco de Sales dizia: “Se meu irmão tem noventa e nove defeitos e um só ponto positivo, eu vou falar do ponto positivo.” Faça o mesmo, deixe de ser chato. Seja mais feliz, menos azedo. 

     Feliz Ano Novo terminado em algarismo zero! Que o início desta nova década seja extraordinariamente abundante de paz, harmonia, compaixão, paciência e amor ao próximo na vida de cada um de nós!

Padre Ailton António dos Santos, vigário paroquial
Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home