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Fevereiro de 2018 - O caminho que temos pela frente

     Já desde a festa de Corpus Christi do ano passado, a Paróquia São João Bosco, aliás como todas as outras paróquias da Arquidiocese de São Paulo, vem rezando semanalmente pelo I Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, que vai empenhar-nos nos próximos três anos, até o ano de 2020. 

     Comparando-se com uma Assembleia, o Sínodo é muito mais abrangente e profundo. No Sínodo a comunidade Igreja se detém e procura encarar os desafios em sua totalidade. A própria palavra Sínodo revela a envergadura da empreitada. O termo vem de duas outras palavras de origem grega: “syn” (com, em conjunto, junto com) e “odós” (caminho). Portanto, através do Sínodo a Igreja se coloca toda junta em caminho. 

     E a Igreja não pode perder o bonde da história. Ela tem que sentir as mudanças que vem acontecendo na vida das pessoas e da sociedade, para incorporar essas preocupações no seu dia a dia. A Igreja é Mãe, e como tal, deve se preocupar com a situação dos seus filhos, em vez de se fechar no seu mundo. 

     O Sínodo tem um roteiro de trabalhos já elaborado e bem concatenado. Haverá mensalmente um encontro para os grupos debaterem o assunto proposto pela Arquidiocese. Isso significa que, além dos trabalhos normais das pastorais, seremos empenhados e convocados para uma tarefa a mais. O fruto dessas discussões acontecidas em todas as paróquias e ambientes da Arquidiocese irá sendo coligido por comissões nas Regiões Episcopais e na Arquidiocese, para ir-se consolidando como que uma radiografia da atual situação.

     O Sínodo sempre envolve a participação do maior número de pessoas possível. Nos primeiros séculos as Igrejas realizavam muitas intervenções dessa natureza. Infelizmente, nos últimos centenários,  esse espírito esteve quase paralisado na Igreja Católica, que assumiu posições piramidais, em que as decisões só brotavam da parte de cima da pirâmide. Com o Concílio Vaticano II as coisas começaram a mudar, com maior participação de todos os leigos. Assim é que o Patriarcado de Lisboa realizou o seu Sínodo, o primeiro desde 1640. A diocese de Santo André também iniciou esse processo.

     Estando com o Papa, o Cardeal Dom Odilo falou-lhe do Sínodo Arquidiocesano de São Paulo, ao que Sua Santidade respondeu: “É importante, sim, realizar o Sínodo. Mas, mais ainda, prepará-lo bem.” Outras Igrejas cristãs conservaram mais vivo o espírito sinodal. As Igrejas Orientais, principalmente as Ortodoxas, caminham através de Sínodos. A Igreja Luterana muitas vezes se chama de Igreja Sinodal, inclusive o pastor que entre eles exerce a função correspondente ao nosso bispo se chama de pastor sinodal. Mãos à obra! E bom Sínodo para todos nós!

Padre Ailton António dos Santos, pároco
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