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Dezembro de 2017 - Lembranças da cidadezinha!

     Em toda cidadezinha, tem três coisas muito boas que todo mundo comenta. Primeiramente, o povo da cidade. Que povo bom! Todo mundo que vem a essa cidade, sempre diz: “Que povo bom!” Segunda coisa: a água da cidade. Que coisa! Que água gostosa! Todo mundo comenta como é boa aquela água. E terceira coisa de muito bom daquela cidadezinha: o padre que trabalhou aqui... antes deste atual!

     Em tempos de “Fora, Temer!”, a coisa é ainda pior. Nem a lembrança de como era nos tempos da (Presid-)Anta que o precedeu, chega a dar um refresco.

     Na Paróquia São João Bosco aconteceu uma coisa ao contrário. Era pároco o padre Essetino Andreazza, homem tremendamente educado, gentilíssimo, simpático, em cuja gestão se tinha construído o atual templo, uma conquista. Sabia trabalhar com as pessoas e com os grupos. Foi concluir a construção da igreja, e entregar o cargo para trabalhar em outro lugar. E muitos se perguntavam se o sucessor estaria à altura de substituir um padre tão estimado e com tanto jeito para as coisas.

     Mas, como toda pessoa de destaque, ele também tinha um grupo do “anti”. E, na troca de pároco, esse grupo tinha um mantra: “Agora é que vamos ver! Se a paróquia for bem, vamos confirmar que o novo pároco é competente, mesmo. Porém, se as coisas desandarem, é porque o padre Essetino não soube preparar as lideranças!” De qualquer forma, não sobraria nada de bom na sua conta. Esse fato, o próprio padre Essetino o lembrou para mim várias vezes, e sempre ríamos disso.

     Vem-me à memória esse acontecido, porque, estando no final do ano, se nos faz muito presente uma avaliação de como foi o nosso ano, com a sua inevitável carga de constatação de que nem tudo foram rosas, e de que as conquistas que nos tínhamos proposto, nem sempre aconteceram. Como encarar maduramente essa incômoda situação?

     Aí me vem a afirmação de um psicólogo, se a memória não me trai, o belga Nuttin em um artigo que nos tempos de faculdade tive a oportunidade de traduzir para um professor de Psicologia. Segundo ele, uma das características da personalidade adulta amadurecida consiste em uma pessoa ter de si uma razoável apreciação positiva, colhida entre os inevitáveis sucessos e fracassos que se sucedem.

     Então, não se esqueça de, nas suas avaliações sobre o que foi bom e o que foi ruim, ser razoavelmente simpático para com você mesmo. Bom final de ano!

Padre Ailton António dos Santos, pároco
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