Dezembro de 2018 - Adoremos, preparando-nos para o encontro com o Senhor Jesus

     Quando os Reis Magos chegaram ao Presépio, se encontraram com Maria, José e um recém-nascido, em meio a uma grande pobreza. Podemos imaginar o assombro. Entretanto, a fé permitiu que eles reconhecessem aquele pequeno Rei que procuravam e o adoraram. Como os Reis Magos, nós podemos empreender essa peregrinação interior de preparação ao encontro com Jesus neste Natal. Que imagem temos de Deus? Com aquele olhar interior que nos dá a fé, conhecemo-lo, e não encontramos um Deus feito à medida humana, mas sim um Deus que por amor se fez homem para salvar a humanidade. 

     Ao ficarem de joelhos para entregar seus dons, os Reis Magos ficaram à altura do olhar de Jesus e ao inclinarem-se percebiam, naquele olhar terno e transparente de um menino a amizade de Deus, que se fazia homem para dar sua vida pelos homens; que se encarnava para nos manifestar que Deus é, acima de tudo, amor. O encontro com Jesus, através da adoração, não nos pode deixar impassíveis. É um encontro que nos transforma se formos dóceis à graça derramada, e nos lança para um encontro cada vez mais pleno e, por sua vez, para o anúncio evangelizador. É um convite à conversão e à mudança. 

     Os Reis Magos retornaram ao seu país “por outro caminho”. Tal mudança de rota nos recorda a conversão. Um caminho distinto no qual já não somos os mesmos, e que por isso não é tão somente um retorno, mas sim um contínuo avançar para um encontro cada vez mais pleno. “A Igreja precisa de testemunhas autênticas para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida seja transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”, recordava o papa João Paulo II. Esse encontro com o Senhor, que é união libertadora, vive-se de uma maneira privilegiada na Eucaristia. A Eucaristia chega a ser união com Deus. Ele não somente está frente a nós, mas sim está dentro de nós, e nós estamos nele.

     Ao nos ajoelharmos, como os Reis Magos, perante Deus, colocar-nos-emos à altura de seus olhos, e veremos como toda a realidade se ilumina maravilhosamente a partir dessa perspectiva divina. Esse é o grande horizonte, libertador e reconciliador, que se desprende como fruto precioso na caminhada através da adoração, que  ilumina a vida cotidiana do homem. 

Colaboração: Izabel Dadalto Armani
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